Surge o Homo sapiens
Nossa história começa na África. A formação da espécie foi um processo longo, envolvendo populações africanas diversas e conectadas — não o aparecimento repentino de uma única tribo.
Da origem africana do Homo sapiens às migrações pela Ásia e Beríngia, aos povos pré-Clóvis e ao desenvolvimento das civilizações americanas.
Começar pela África ↓A ocupação humana das Américas começou milhares de anos antes da chegada de europeus. “Povoamento” descreve as antigas migrações e adaptações humanas; “colonização” costuma designar a conquista europeia iniciada no final do século XV.
OrigemNossa espécie formou-se na África.
Ancestrais americanosPopulações do nordeste asiático e de Beríngia.
CivilizaçõesDesenvolveram-se localmente, muito depois das primeiras migrações.
Nossa história começa na África. A formação da espécie foi um processo longo, envolvendo populações africanas diversas e conectadas — não o aparecimento repentino de uma única tribo.
Alguns grupos avançaram pelo Oriente Médio e por diferentes partes da Ásia. Esses deslocamentos ocorreram em ondas e durante muitas gerações.
Abrigos, roupas, fogo, caça e cooperação permitiram a sobrevivência em ambientes frios. “Origem asiática” não significa descendência direta de um povo asiático atual.
Na Era do Gelo, o nível do mar estava muito mais baixo e Sibéria e Alasca eram unidos por uma vasta paisagem. Famílias podem ter vivido ali durante gerações antes de avançar para o continente.

Pegadas preservadas junto a um antigo lago, no atual Novo México, indicam seres humanos ao sul das grandes geleiras milhares de anos antes da tradição Clóvis.
A costa do Pacífico pode ter oferecido uma rota antiga rica em alimentos. O corredor entre as geleiras tornou-se plenamente habitável mais tarde. Muitos sítios costeiros podem estar hoje submersos.
Restos de habitações, plantas, madeira e ferramentas comprovam uma ocupação amplamente aceita. Para chegar tão cedo ao sul, as populações precisaram entrar e se dispersar anteriormente.
Grupos norte-americanos produziram pontas de pedra caneladas, usadas em lanças, dardos ou como instrumentos de corte. “Clóvis” é o nome arqueológico dessa tradição, encontrado primeiro perto da cidade moderna de Clovis, no Novo México.
Comunidades ocuparam costas, florestas, planícies, desertos, montanhas e regiões árticas. Não surgiu um único “povo americano”, mas inúmeras sociedades.
Milho, abóbora, feijão, batata, quinoa e mandioca foram domesticados em diferentes lugares. Agricultura, caça, coleta e pesca continuaram coexistindo.
Sociedades regionais desenvolveram monumentos, agricultura intensiva, comércio, calendários, arte e governos complexos. Nenhuma civilização apareceu pronta.
Tikal, Calakmul e Palenque competiam e faziam alianças. Os maias desenvolveram escrita hieroglífica, matemática, calendários e soluções agrícolas adaptadas a diferentes ambientes.
L’Anse aux Meadows registra uma pequena presença nórdica na atual Terra Nova. Ela foi breve e não explica o povoamento original.
Ver a cronologia completa dos vikings →Os mexicas fundaram Tenochtitlán e, após 1428, ampliaram uma aliança que cobrava tributos de cidades submetidas. Canais, aquedutos, mercados e chinampas sustentavam a metrópole.
Com Cusco como centro, os incas integraram uma enorme área com estradas, pontes, depósitos, quipus, terraços e sistemas de irrigação.

Maias e astecas estavam na Mesoamérica; os incas, ao longo dos Andes. Eram histórias, línguas e organizações políticas distintas.

A expansão ibérica provocou exploração e epidemias devastadoras. Tenochtitlán caiu em 1521; Atahualpa foi capturado em 1532; o Estado neoinca resistiu até 1572. Os povos indígenas, porém, não desapareceram.
Antes de ClóvisJá existiam seres humanos nas Américas.
ClóvisFoi uma tradição tecnológica, não civilização ou primeiro povo.
CivilizaçõesDesenvolveram-se localmente, milhares de anos depois.